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    Home»Capacitação Profissional»Competências socioemocionais ganham espaço e exigem planejamento nas escolas
    Capacitação Profissional

    Competências socioemocionais ganham espaço e exigem planejamento nas escolas

    ivandromkt@gmail.comBy ivandromkt@gmail.comjaneiro 23, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    São Paulo – A necessidade de desenvolver competências socioemocionais, como determinação, curiosidade e persistência, vem se consolidando como tema central na educação básica brasileira. Embora provas padronizadas, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e exames estaduais, continuem a orientar muitas decisões pedagógicas, pesquisadores do Laboratório de Ciências para Educação do Instituto Ayrton Senna (eduLab21) destacam que o fortalecimento dessas habilidades amplia o engajamento dos estudantes e melhora o rendimento acadêmico.

    Pressão por resultados limita, mas não exclui o socioemocional

    O calendário escolar costuma ser regido por prazos, notas e médias. Quando se aproximam as avaliações em larga escala, a pauta dominante em secretarias e salas de aula é “o que cai na prova”. Esse foco, segundo o eduLab21, faz com que gestores e professores redirecionem esforços para conteúdos cobrados nos testes, deixando pouco espaço para questões ligadas ao desenvolvimento integral do aluno.

    Pesquisas nacionais e internacionais mostram, entretanto, que estudantes com competências socioemocionais bem desenvolvidas apresentam maior motivação, utilizam estratégias de estudo mais eficazes e constroem relações interpessoais positivas. A autoconfiança, por exemplo, está associada a melhor desempenho em leitura e matemática. Essas evidências reforçam a ideia de que o aprendizado não se resume às habilidades cognitivas.

    BNCC reconhece dimensão integral do aprendizado

    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já trata o desenvolvimento integral como combinação de fatores cognitivos e socioemocionais. A questão, afirmam os pesquisadores, é transformar esse reconhecimento formal em práticas efetivas. Para isso, não basta improvisar atividades ou recorrer ao socioemocional apenas quando surgem conflitos; é preciso planejamento específico e espaço no currículo.

    Intencionalidade pedagógica é condição essencial

    Segundo Karen Cristine Teixeira, gerente de pesquisa do eduLab21, o desenvolvimento socioemocional não compensa o currículo tradicional; ele o potencializa. Um aluno que aprende a lidar com frustração, a pedir ajuda e a se organizar para estudar tem mais condições de alcançar bons resultados acadêmicos. Mas esse processo exige intencionalidade pedagógica, ou seja, metas claras, fundamentação teórica e ações continuadas.

    Entre as estratégias apontadas estão rodas de conversa, projetos colaborativos, momentos de reflexão sobre emoções e práticas de feedback entre colegas. Cada escola define o modelo que melhor se ajusta à sua realidade, contanto que haja objetivos definidos e acompanhamento consistente.

    Papel do professor e apoio institucional

    Os especialistas frisam que o docente não pode assumir sozinho essa frente. Ele também precisa de suporte para cuidar da própria saúde emocional, fortalecer vínculos dentro da comunidade escolar e dispor de tempo para formação específica. A proposta não é acrescentar uma nova cobrança, mas criar ambientes de aprendizagem mais humanos, nos quais ensinar e aprender sejam experiências positivas para todos.

    Quando o clima escolar melhora, indicam estudos citados pelo eduLab21, o desempenho acadêmico tende a avançar. Professores que recebem apoio em suas demandas socioemocionais conseguem oferecer mediação mais acolhedora. Em contrapartida, alunos que se sentem acolhidos participam mais, questionam com frequência, arriscam responder sem medo de errar e apresentam maior persistência diante de desafios.

    Integração com políticas públicas

    Outra questão em aberto é como as redes de ensino podem acompanhar o desenvolvimento socioemocional sem transformar o processo em mera coleta de dados. Avaliações continuarão relevantes para mapear aprendizado, mas podem conviver com formas de acompanhamento que valorizem o percurso de cada estudante — não apenas o resultado final.

    Para o eduLab21, a valorização do processo significa reconhecer avanços que vão além das notas: capacidade de autoconhecimento, gestão de emoções, interação com colegas e relação mais consciente com o estudo. “O que sustenta a aprendizagem não é só o conteúdo, mas também a maneira como o aluno se conecta com ele, consigo mesmo e com quem o ensina”, resume Karen Teixeira.

    Competências socioemocionais ganham espaço e exigem planejamento nas escolas - Imagem do artigo

    Imagem: Shutterstock

    Atividades extracurriculares como aliadas

    Projetos fora da grade tradicional também contribuem para o fortalecimento das competências socioemocionais. Oficinas de arte, esportes, clubes de leitura e iniciativas de voluntariado oferecem contextos em que os estudantes podem exercer colaboração, liderança e autorregulação de forma prática.

    Essas experiências complementam o ensino formal ao fornecer situações reais de tomada de decisão, resolução de problemas e convivência. Ao mesmo tempo, dão significado ao conhecimento apresentado em sala, reforçando a motivação para aprender.

    Desafios para implementar e sustentar

    Mesmo com consenso crescente sobre a importância do tema, persistem obstáculos. A carga horária apertada, a pressão por desempenho em exames externos e a falta de formação específica dificultam a consolidação de programas socioemocionais. Especialistas do Instituto Ayrton Senna defendem a criação de políticas de longo prazo, que garantam recursos, capacitação docente e acompanhamento sistemático.

    Outro ponto crítico é a cultura escolar. Em ambientes acostumados a valorizar apenas resultados cognitivos, a inclusão de metas socioemocionais requer mudança de mentalidade. Essa transformação, apontam os pesquisadores, passa por liderança engajada, comunicação clara com famílias e participação ativa dos próprios estudantes.

    Resultados já observados

    Embora o debate seja relativamente recente no Brasil, escolas que implementaram práticas estruturadas relatam melhorias no engajamento, queda em índices de indisciplina e avanços no desempenho em áreas como leitura e matemática. Esses relatos sustentam a tese de que a integração entre aspectos cognitivos e socioemocionais não só é possível, como benéfica.

    Com as diretrizes da BNCC em vigor e evidências acumuladas, a tendência é que competências socioemocionais ocupem lugar cada vez mais visível nos planejamentos pedagógicos. A efetividade, porém, dependerá de ações articuladas entre professores, gestores, famílias e órgãos governamentais, garantindo que o desenvolvimento integral deixe de ser ideal e se torne parte do cotidiano escolar.

    Os desafios permanecem, mas os pesquisadores do eduLab21 ressaltam que, ao tratar o socioemocional como componente central do processo de ensino e aprendizagem, a escola forma estudantes mais autônomos, críticos e preparados para as demandas do século XXI — competências que, ainda que não apareçam nas provas, influenciam diretamente os resultados delas.

    Com informações de Revista Educação

    ivandromkt@gmail.com
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